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domingo, 26 de setembro de 2010

A depressão alarmista e a “virada de Lomborg”

A Torre Eiffel sob as águas ou no deserto: vale tudo
Há uma depressão palpável e crescente na “religião” catastrofista. Nesses ambientes procura-se algum slogan ‒ ou “verdade revelada” ‒ que possa servir para os mesmos efeitos que o “aquecimento global” desprestigiado demais.

É o problema dos slogans: no início causam furor, depois saturam e viram biscoito lambido.

E a “religião” ambientalista tem muito de fanatismo: precisa logo encontrar substituto para atingir logo seu objetivo extremado.

Grande esforço intelectual desenvolve-se nestes momentos nos cenáculos da religiosidade apocalíptica e pouco veladamente socialista.

Novas fórmulas estão sendo discutidas. Outras são velhas, mas suscetíveis de manipulação. Pouco importa se a religião socialista é bem servida.

“Extreme weather” (vantagem: foge da questão do “aquecimento global”; desvantagem: o que serve para tudo não serve para nada em especial)

“Global climate disruption” (algo assim como “perturbação climática global”. John Holdren, czar de Obama para a Ciência, inclina-se por esta opção. É genérica como a anterior, serve para tudo, mas acrescenta o espantalho da “perturbação” e pode fazer efeito nas pessoas menos informadas.

Até agora não foi lançada uma bem “convincente”, leia-se bem enganosa.

A reunião do México parece fadada a esterilidade como Copenhague. A UE já anunciou que não fará nem proporá nada, estando muito mais preocupada pela reforma dos sistemas previdenciários estatistas falidos. E Obama anda com mais do que as barbas de molho na perspectiva de uma histórica surra eleitoral.

Enquanto o slogan salvador não aparece, os pregadores do catastrofismo empenham-se em “faire flèche de tout bois” (utilizar qualquer meio até o menos idôneo) segundo a expressão francesa, para preencher o vazio.

Bjorn Lomborg
Uma recente entrevista de Bjorn Lomborg ajudou para isso.

Lomborg autor do best seller O Ambientalista Cético, mais recentemente publicou “How to Spend $50 Billion to Make the World a Better Place” e agora disse ao The Guardian de Londres que vai lutar contra o “aquecimento climático”.

Certa mídia comemorou noticiando que “líder dos céticos do clima muda de idéia” (Folha de S.Paulo 01-09-2010). Aliás, na entrevista, o próprio Lomborg insistiu que não tinha mudado de idéia.

Entretanto, Marcelo Leite , colunista dessa Folha julga que “Lomborg não dá ponto sem nó. Se para vender um novo livro ele precisar dar a impressão de que virou casaca, ele o fará, ainda que negando que o tenha feito”. “A coletânea que ele organizou poderia chamar-se ‘O Ambientalista Midiático’.

“Na realidade, Lomborg não mudou de posição. Seu negócio continua sendo alvejar o processo de negociação internacional que levou ao Protocolo de Kyoto. Primeiro, semeou um monte de dúvidas sobre a gravidade do aquecimento global antropogénico. Depois, defendeu que havia coisas mais urgentes e fáceis de resolver no mundo, como Aids. Agora, duvida que cortar emissões de carbono seja a melhor opção para combater o problema.

“Para dar uma idéia do conteúdo do livro, eis aqui alguns parágrafos seletos traduzidos da introdução e das conclusões disponíveis na página da Amazom.com:

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• Seria moralmente indefensável despender enormes quantidades de dinheiro para obter pequeno efeito sobre o aquecimento global de longo prazo e o bem-estar humano, se pudermos alcançar muito mais impacto sobre o clima ‒ e deixar as gerações futuras em situação melhor ‒ com um investimento menor em soluções mais espertas.

• Deveriam os políticos prosseguir com planos para fazer promessas de cortes de carbono que, baseadas em experiência anterior, são de cumprimento improvável?

• É claro que, onde for possível fazer reduções relativamente baratas nas emissões de carbono por meio de uso mais eficiente de energia, se trata de algo perfeitamente racional. No entanto, Tol mostrou de forma contundente no capítulo 2 que mesmo um imposto de carbono global altamente eficiente, voltado para o cumprimento da meta ambiciosa de manter o aumento de temperatura abaixo de 2°C, reduziria o PIB mundial anual de maneira impressionante ‒ cerca de 12,9%, ou 40 trilhões de dólares, em 2100. O custo total seria cerca de 50 vezes o do dano evitado ao clima. E, se os políticos escolherem políticas de cotas e comercialização (cap-and-trade) menos eficientes e coordenadas, o custo pode disparar para 10 a 100 vezes adicionais.

• É uma lástima que tantos formuladores de políticas e militantes tenham se fixado no corte de carbono de curto prazo como resposta principal ao aquecimento global. É penoso ler a pesquisa neste volume e perceber que existem alternativas adequadas e eficientes. 

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domingo, 19 de setembro de 2010

Transparência no IPCC: condição imprescindível

 Para o repórter da Folha Marcelo Leite, o relatório do Conselho Inter-Academias sobre os procedimentos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima), embora pareça brando com o IPCC, não é.

“No fundo ‒ ou melhor, nas entrelinhas ‒ podem-se entrever alguns recados não verbalizados. O mais importante é que o indiano Rajendra Pachauri deveria deixar a presidência do painel.”

E acrescenta:

“em meio a uma guerra de comunicação sobre um erro crasso no Quarto Relatório de Avaliação (AR4, de 2007), Pachauri comportou-se com arrogância, pondo em risco a credibilidade amealhada pelo IPCC ao longo de duas décadas. Tratava-se da previsão do AR4 de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035, uma bobagem isolada e irrelevante para abalar a conclusão de que o aquecimento global é inequívoco e parte dele é provocado pelo homem ("antropogênico", no jargão da mudança do clima).

“O indiano demorou a responder e não reconheceu de imediato o erro, nem se desculpou logo por ele. Agora tem de aturar a dissecação do episódio pelo comitê. Dois de 12 revisores do trecho haviam apontado inconsistências e falhas de referência (a fonte era uma relatório da ONG ambiental WWF, e não um trabalho científico convencional), mas foram ignorados por autores e editores do relatório.”

A proposta da auditoria das academias, segundo Leite, “constitui uma indireta para Pachauri pegar o boné.”

“A auditoria também propõe mais critério e transparência na escolha dos especialistas que contribuem na elaboração dos relatórios e da literatura que será considerada”.

“’Transparência’ é uma palavra bonita, mas precisa ser traduzida em termos práticos”, escreve o jornalista. Ele sugere uma maior abertura explorando as facilidades da Internet.

“Só especialistas credenciados, proponho, teriam meios de fazer contribuições diretas ao texto do relatório, ao longo das revisões sucessivas, mas precisariam pôr suas minutas e seus argumentos sob os olhos de todos, não só dos colegas de IPCC. O próprio credenciamento teria de ser feito assim, de forma aberta. Os "termocéticos" (negacionistas do aquecimento global antropogênico) e jornalistas investigativos encontrariam aí material farto para vigiar de perto os trabalhos e denunciar a tempo, na esfera pública, as falhas que encontrarem”.



“Sem uma alteração radical como essa nos procedimentos, com ou sem Pachauri, o painel permanecerá sob o risco de ser incluído no dito atribuído a Otto von Bismarck (1815-1898): leis e relatórios do IPCC são como salsichas ‒ é melhor não saber como são feitos.”

A proposta é de bom senso. Tal vez por isso corre o risco de não ser ouvida.

De fato, o IPCC sob a direção de seu atual diretor funcionou como uma caixa de ressonância para uma ideologia ‒ ou uma “religião” ‒ de fundo socialista com objetivos planetários.

A transparência nos procedimentos do IPCC, como proposta por Marcelo Leite, pode trazer uma garantia de segurança indispensável para o bem da humanidade. Isto é, impedir manipulações ideológicas.

É claro que a proposta poderá ser tida como muito danosa para os apóstolos do dirigismo planetário radical, ou pós-comunista que não gostarão vê-la aplicada.

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domingo, 12 de setembro de 2010

Seqüestro para “salvar o planeta” acaba mal

Polícia interveio na sede de Discovery Channel, Silver Spring
A tomada de reféns no prédio do Discovery Channel, em Silver Spring, Maryland, lamentavelmente concluído com a morte do seqüestrador em confronto com a polícia suscitou mais preocupações em Washington.

James L. Lee, o seqüestrador, agiu como uma pessoa perturbada pela pregação do extremismo ambientalista. Ele acreditava que aterrorizando os funcionários da conhecida TV ele impulsionaria a “mudança” e, em última instancia, “salvaria o planeta”, observou editorial do “The Washington Times”.

Após manifestar com cartazes caseiros diante da sede da TV em Silver Spring, Lee invadiu o local fortemente armado e carregando pacotes que dizia serem explosivos. Após horas de frustradas conversações, o eco-terrorista morreu em tiroteio com a polícia.

Lee mostrava-se muito influenciado pelo exageros e deformações do livro e filme de Al Gore “Uma verdade inconveniente”. Numa página de grande primarismo na Internet Lee culpava a humanidade pela ameaça que pairaria sobre a salvação planetária.

Em conseqüência, seu fraco juízo concluía ser indispensável reduzir o número dos seres humanos. Na realidade, ele só repetia slogans do ecologismo radical anti-natalistas e anti-vida bem conhecidos.

James Lee protestando em 2008 diante do Discovery Channel Building
Na sua conceição, tal vez debilitada pela doença, Lee via no Discovery Channel um inimigo do globo pelo “crime” de “glorificação da civilização e sua maquinaria”.

“Todos os programas no Discovery Health-TLC devem parar de estimular a nascença de qualquer criança humana parasitária e o falso heroísmo que se esconde por trás dessas ações”, argüia Lee no remedo de manifesto que ele postou no seu site (http://savetheplanetprotest.com/ , ainda ativo em: domingo, 12 de setembro de 2010, 11:44:25).

Idéias não menos obtusas e radicais que as de Lee são defendidas por ambientalistas que pregam o retorno a uma “natureza” onde o homem levaria uma existência submissa às exigências de qualquer espécie animal.

Exageros causam efeitos indesejáveis. (The Day After Tomorrow)
Nesse sentido, o "Washington Times" observou que os proprietários da Califórnia podem ser proibidos de proteger suas casas dos incêndios florestais. Ativistas “verdes” alegam que agindo assim os cidadãos ameaçariam o habitat de um rato ‒ o “Stephen's kangaroo rat” (Dipodomys stephensi) ‒ e violariam a lei federal que protege as espécies em risco de extinção.

Antes de atentar contra a vida dos funcionários da TV de Silver Spring, Lee mostrou-se profundamente afetado pelas teorias de Malthus e Darwin. Essas teorias hoje orientam movimentos que limitam o valor e o lugar da vida humana no planeta, como o abortista Planned Parenthood, observou o “Washington Times”.

Produções de Hollywood como “The Day After Tomorrow” espraiam essas idéias errôneas de modo altamente sugestivo, montando catástrofes apocalípticas que viriam a acontecer pela expansão natural da população humana e de seu progresso, acresce o jornal.

E concluiu o “Washington Times”: “enquanto esse movimento (ambientalismo alarmista) continue apresentando a humanidade como uma parasita e um perigo, continuarão aparecendo mais Unabombers e pistoleiros de Silver Spring”.

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