Para atualizações gratis via email: DIGITE SEU EMAIL:

domingo, 23 de abril de 2017

Descoberta exorciza pânico de falta de agua doce

O óxido de grafeno permite criar membranas altamente eficiente e econômica para dessalinizar a água do mar.
O óxido de grafeno permite criar membranas
altamente eficientes e econômicas para dessalinizar a água do mar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Felizmente, mais um pesadelo maquinado nos laboratórios do ambientalismo neocomunista parece ter-se desfeito como um pesadelo à luz do sol. E isso em virtude do talento humano aplicado, da ciência e da tecnologia bem ordenadas a seus fins.

“Verdes”, mas também alumbrados das esquerdas e Campanhas da Fraternidade, entre outros, ficavam martelando que a água doce escasseia, é rara e cara. E jogavam a culpa na civilização moderna, que a usaria inescrupulosamente.

A ficção vem acompanhada de ilustrações propagandisticamente aterradoras e projeções para um futuro que nenhum dos homens hoje vivos poderá conferir.

Porém, o bom senso e a ciência objetiva falavam outra linguagem: água há à vontade no planeta. E se ela vier a faltar, a inteligência que Deus deu ao homem aí está para resolver os problemas até nas regiões naturalmente mais secas.

Mais de 70% da superfície do planeta está coberta pela água salgada dos mares. Ela não poderia ser dessalinizada e aproveitada?

A dificuldade consistia em que as técnicas para dessalinizar em grande escala são caras.

Agora, pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, excogitaram uma ‘peneira’ de grafeno que remove o sal da água do mar a baixo custo. A invenção, segundo a BBC, tem o potencial de ajudar milhões de pessoas sem acesso direto à água potável.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na renomeada publicação científica Nature Nanotechnology.

O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite, mas muito fácil e barato de produzir.

Seu derivado químico, o óxido de grafeno, é altamente eficiente na filtragem do sal, muito melhor que as membranas de dessalinização existentes.

O grafeno, descoberto em 1962, foi pouco estudado até que pesquisadores da Universidade de Manchester, analisando em 2004 sua estrutura, verificaram que consiste em uma camada fina de átomos de carbono organizada em uma espécie de treliça hexagonal.

Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Sua força elástica e condutividade elétrica tornaram-no um dos metais mais promissores para futuras aplicações.

Rahul Nair, que liderou a pesquisa, revelou, no entanto, que o óxido de grafeno pode ser feito facilmente em laboratório, informou “La Nación” de Buenos Aires.

Nair e seus colegas puderam ajustar as membranas de grafeno para deixar passar mais ou menos sal de modo mais eficiente e muito mais econômico que os filtros conhecidos até agora.

O grafeno já começava a ser considerado o material do futuro quando a equipe criou o filtro que resolveria a escassez de água potável e que é capaz de ser produzido em escala industrial.

“O óxido de grafeno pode ser produzido por simples oxidação em laboratório", explicou à BBC Rahul Nair, chefe da equipe. “Para produzi-lo em grande volume e pelo custo, o óxido de grafeno tem uma vantagem potencial”.

“Nós conseguimos controlar a dimensão dos poros na membrana e efetivar a dessalinização que antes não era possível”, sublinhou Nair.

A descoberta deverá ainda passar pelo crivo da indústria de baixo custo e da resistência ao contato com a água do mar.

Porém, segundo a BBC, seu desenvolvimento é promissor.


domingo, 16 de abril de 2017

Biomas preocupam a CNBB,
mas não as dezenas de milhões de católicos
que abandonaram a Fé

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão.
Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Campanha da Fraternidade de 2017 abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando falei isto a meus amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que e que é a CNBB entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria a ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Veja: Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Ele reconhece que o tema soa abstrato e distante da religião, objeto de ocupação apenas para especialistas e ambientalistas de carteirinha.

Leia-se MST, CIMI, ONGs nacionais e internacionais, Funai e outros tentáculos mais ou menos combinados com a CNBB para fazer a revolução no Brasil.

O arcebispo paulista também reconhece que “para a maioria das pessoas, talvez o conceito ‘bioma’ seja até desconhecido”.

E explica que “trata-se de um ambiente da natureza que tem um conjunto de características próprias e hospeda diversas espécies vivas bem harmonizadas com esse ambiente”.

Como é que as invasões das fazendas por indígenas atiçados pelo CIMI e denunciadas documentadamente na CPI de Mato Grosso do Sul servem para “harmonizar” as ‘espécies vivas do ambiente’ jogando num luta fratricida uns brasileiros contra outros? Visivelmente há muitas coisas que não colam.

Quanto mais lia, menos entendia... É um modo de dizer, acho que entendia cada vez mais.

Prosseguindo me deparei com que “todos os biomas brasileiros estão ameaçados e a principal ameaça é representada pela interferência indevida do homem neles. (...)

Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'. E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'.
E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
“certas formas de manejo florestal, agricultura ou criação de gado, e mesmo de urbanização, podem produzir profundas alterações no delicado equilíbrio dos biomas.

“Por motivos econômicos, a natureza acaba sendo vista como fonte de recursos disponíveis, sobre os quais o homem avança com a vontade de se apropriar, sem considerar as consequências presentes e futuras de sua intervenção no ambiente da vida.

“A natureza ferida e desrespeitada pode voltar-se contra o próprio homem, que se torna a sua vítima”.

Simples: a gloriosa sucessão de gerações de produtores agropecuários que regaram o solo brasileiro com seu sangue, com seu suor e suas lágrimas para tirar o Brasil da incultura e da barbárie são os maiores inimigos do País (ou de seus biomas)!

E Deus que mandou os homens ocuparem a Terra toda, será por caso inimigo dos biomas?

Então a Campanha da Fraternidade 2017 visa conscientizar os cristãos dessa realidade execrada pela CNBB após piruetas verbais bem do gosto dos “verdes” e das esquerdas subversivas.

Dita conscientização, acrescenta o artigo comentado, não fica no campo. Deve ir por cima das cidades e de seus habitantes que constituem a larga maioria da população nacional.

E como na cidade não existe o famoso “bioma” na acepção adotada pela CNBB, o artigo excogita a existência de um “bioma urbano” . Nele ‘o ser humano é seu principal agente ativo e passivo’.

Por que não mencionar também os passarinhos, animais de afeição, e em ultima análise, insetos, baratas e ratos que pululam desagradavelmente nas cidades, se a acepção adotada é para ser levada a sério?

O Exmo. arcebispo reconhece por fim que haverá “quem pergunte: por que motivo a Igreja Católica se preocupa com uma questão que não é propriamente religiosa? E por que promove essa reflexão justamente no tempo da Quaresma, marcadamente religioso e cristão?”

Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG, o bioma parece ter progredido.
Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG,
o bioma parece ter progredido.
É a pergunta de todo mundo que tem um resto de fé e de lógica.

E responde que “a atitude religiosa decorrente da fé cristã não se expressa apenas em cultos, ritos, preces e exercícios propriamente espirituais. A fé cristã integra todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”.

Mas é essa fé católica que está sendo abandonada no Brasil, não só na prática nas igrejas mas em “todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”!

A grei confiada à CNBB está se dispersando a ponto de ficar reduzida a um mero 50% – segundo dados do IBGE e da Datafolha – quando em 1940 os católicos eram 95% segundo o mesmo IBGE? 

Essa perda massiva da fé católica não pede uma retomada fervorosa da pregação que inspirou o nascimento do Brasil e seu desenvolvimento através dos séculos de sua história?

A CNBB não responde ao clamor dessas dezenas de milhões de almas que se perdem no materialismo ambiente e prefere ficar na encíclica Laudato si’ levada como bandeira pelo bolivarianismo e populismo subversivo latino-americano!

E nos quase divinizados biomas.... que são explorados como ‘slogans’ do ambientalismo radical!


domingo, 2 de abril de 2017

Devaneios ambientalistas-ocultistas no “L’Osservatore Romano”

Práticas ocultistas de Rudolf Steiner, pregadas pelo seu discípulo Carlo Triarico no jornal criado para defender a Igreja!
Práticas ocultistas de Rudolf Steiner, pregadas pelo seu discípulo Carlo Triarico
no jornal criado para defender a Igreja!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em editorial do dia 4 de janeiro de 2017, com o pretexto de libertar a cidade de Aleppo e a Síria da pobreza, das mudanças climáticas e do desequilíbrio demográfico, o jornal “L’Osservatore Romano” estampou uma apologia de métodos ocultistas pretensamente ambientalistas.

O autor da proposta anticristã é Carlo Triarico, presidente da Associação para a Agricultura Biodinâmica. Essa divulga o método de cultivo inventado há um século pelo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), idealizador da “antroposofia”, sistema derivado da Teosofia, com liturgias e rituais próprios voltados para as ciências ocultas.

Veja mais sobre essa forma de macumba ambientalista em:

O que é a ecologia? 3. O ecologismo no cerne do nacional-socialismo

O que é a ecologia? 4. O ambientalismo do pós-guerra trabalha para impor a vida tribal

Governo italiano promove esoterismo ecológico

O método apela para rituais de “adubação homeopática”. Estes incluem práticas supersticiosas como encher chifres de vaca com tripas de cervo macho para atrair “forças espirituais, cósmicas e astrais às plantas”.

O método foi definido de simples “magia” por quase todas as sociedades científicas que operam no setor agrícola italiano, em carta aberta ao ministro da Agricultura em novembro de 2015.

A publicação desses devaneios ocultistas no “L’Osservatore Romano” dá continuidade à pregação do mesmo autor. Em artigo de 28 de novembro, Triarico reivindicava com orgulho ter organizado uma conferência sobre a “Laudato Si”, a encíclica em favor da revolução ecológico-panteísta assinada pelo Papa Francisco I.

Triarico integrou as esquálidas dezenas de integrantes de “movimentos populares” que o pontífice recebeu no Vaticano no dia 5 de novembro de 2016.

Na ocasião, o Papa elogiou a revolução promovida por esses ativistas, entre os quais se encontrava João Pedro Stédile, líder do famigerado MST. Segundo o Pontífice, esses militantes da subversão fazem parte do “grande movimento de inovação pela casa comum que está crescendo no mundo”.

Agora é o jornal nascido para defender a Igreja e a boa ordem natural e social que se abre com frequência cada vez maior para esse ativista esotérico.

Foi também a Triarico que o “L’Osservatore Romano”, em artigo na edição de domingo, 18 de setembro, confiou a reprimenda apocalíptica à fusão entre a Bayer e Monsanto, lembrou o blog “Fratres in Unum”.

O editorial de janeiro estimulou um hino falacioso às virtudes milagrosas de um método de cultivo cheio de bruxedos “para acabar com a fome, criando condições para a resiliência camponesa às mudanças climáticas”, exorcizando a migração e as guerras, não só na Síria, mas em outros países como a “Jordânia, Irã, Egito, Argélia, Eritreia, Etiópia, Iêmen”, acrescentou “Fratres in Unum”.

O substrato comum à ecologia radical e à “teologia da libertação”, agora “teologia da libertação da Terra”, cheira fortemente a esoterismo ocidental, bruxaria oriental e satanismo planetário.

Durante sua longa existência, o quotidiano “L’Osservatore Romano”, editado pela Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, manteve uma linha editorial independente que foi um farol da boa doutrina e da boa visualização dos problemas modernos.

Fundado em 1861 com o apoio do bem-aventurado Pio IX, então Papa felizmente reinante, sua finalidade explícita foi “apresentar com autoridade as posições da Santa Sé e opor-se eficazmente à imprensa liberal”.

A aprovação oficial do Estado Pontifício, do qual o Papa era rei, definia que o objetivo principal do jornal era “desmascarar e refutar as calúnias que são lançadas contra Roma e o Pontificado Romano”, com a certeza de que “o mal não terá a última palavra”.

Por isso “L’Osservatore Romano” tinha como dístico a promessa de Jesus Cristo ‘Non prævalebunt’ (“As portas do inferno não prevalecerão contra Ela”, São Mateus XVI, 18).

Entretanto, nova orientação foi imposta ao jornal no atual pontificado, adotando uma linha favorecedora dos movimentos e das ideologias tribalistas, subversivas, ambientalistas radicais afins com a teologia da libertação da Terra.

Para dor de inúmeros fiéis, essa orientação afina com a dos adversários anticatólicos que o jornal nasceu para combater.

Em recentes edições, essa nova tendência do “L’Osservatore Romano” vem superando os limites do acreditável. Não surpreendem então as informações de que os católicos já não mais o compram nas bancas, sua tiragem é mínima, e suas edições semanais em outras línguas beiram à extinção.